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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

The Secret Circle (Série)

Uma ótima série. Pena que foi cancelada. :(
     
Pra quem não sabe, a série The Secret Circle nada mais é que uma adaptação da obra de L.J. Smith e Aubrey Clark. Diga-se de passagem muito bem feita pra quem gosta de suspense, drama (ainda que , em sua maioria, sejam dramas adolescentes), romance e caçadores de bruxas. Uma coisa que não vai dar pra fazer perfeitamente nesse post é uma ponte entre os livros e a série (ainda não li todos). Vamos lá!

O Pilot da série já começa à mil por hora. Nos primeiros dez minutos a gente já testemunha um assassinato de uma pessoa importante e que guarda muitas das respostas que vão guiar a série por 22 episódios. Depois da "morte acidental" da mãe, Cassie se vê obrigada a morar na casa da Vó, Jane Blake, na cidade de Chance Harbor. E, quando ela começa a andar pela cidade, ir a escola e a qualquer lugar, todo mundo que mora lá sabe quem é a família toda de Cassie. Como se ela fosse a última peça que faltava pra completar um longo quebra-cabeças.  

Assim que chega, Cassie logo descobre que nem todas as pessoas são 'normais' em Chance Harbor. Pra começar, o vizinho dela (que mais tarde a gente irá conhecer) consegue abrir a cortina da janela dela só com o pensamento. Um "super poder" bem interessante. Na escola alguns alunos ansiavam por conhecer a menina nova. A começar por outro menino, dessa vez um moreno. Depois Diana (linda e diva), seguida de Faye e Melissa. Involuntariamente, nós fomos apresentados ao que, futuramente, será chamado de círculo. 
Da esquerda pra direita: Dawn (mãe de Faye), Nick, Faye, Charles (pai de Diana), Melissa, Cassie, Diana e Adam.

Esses cinco jovens de Chance Harbor caem em cima de Cassie quase que literalmente. O objetivo é simples: tentar convencê-la de unir o círculo. Nem todos concordam, quer dizer: só Faye discorda. E, é claro, Cassie. A menina fica meio aterrorizada quando eles jogam na cara dela que todos eles são bruxos. Pra uma pessoa que cresceu como normal, isso é realmente algo que não se quer ouvir (ou não, porque sinceramente eu adoraria ser bruxa :3). 

Aí vem uma das cenas mais lindas e fofas da série. Com o objetivo de convencê-la, Adam tenta mostrar como é fazer magia de verdade. E aí, fica inegável, que os dois tem algo rolando dentro dos dois. Algo como amor a primeira vista. Com a rima "Uma gota de água, mais leve que o ar." Adam e Cassie, de mãos dadas, fazem toda a água presente na floresta flutuar como se não houvesse gravidade. *-* Fãs vomitam arco íris.  Aí um dos dramas da série. O triângulo amoroso Cassie-Adam-Diana. 

O pai de Adam, em certo momento, tem uma conversa com Cassie revelando que era apaixonado pela mãe dela e que as duas famílias, os Blake e os Conants, estão escritos nas estrelas com o destino cruzado. Que ela e Adam tem de ficar juntos. O problema é que nenhum dos dois, assim como acontece no livro, está afim de magoar Diana. 

Não leia até o fim se não quiser SPOILERS. A culpa não é minha se voce vai subir a página apartir de agora.

A mãe de Faye, Dawn, e o pai de Diana, Charles, em segredo, tem um plano para o círculo recém formado. Provavelmente roubar o poder deles (porque até o fim da série não fica claro). E mexem muitos pauzinhos para tentar alcançar o objetivo. Durante alguns episódios, é esse casal um dos responsáveis por manter o círculo ocupado. Além, é claro, de demônios e livros das sombras e caçadores de bruxa.

Até o quinto episódio nós assistimos a um rápido crescimento dos personagens. O "amor" de Adam e Diana vai acabando, mesmo que seja contra a vontade de Cassie. O círculo descobre que, talvez, a causa da morte dos pais deles seja bem diferente da que contam. Jane começa a desconfiar que Dawn e Charles estão tramando alguma coisa. E, o relacionamento de Melissa e Nick se aprofunda, mas não tanto. 

Ele estava possuído por um demônio (aprisionado numa cobrinha que fica rastejando por debaixo da pele). E para matar um demônio, há de se matar o hospedeiro. Assim, Nick acaba morrendo prematuramente. E, como um passe de mágica, surge o irmão de Nick, Jake.

Da direita pra esquerda: Diana, Jake, Faye, Cassie, Melissa e Adam.
Jake, à primeira vista, parece ser reservado e até um pouco tímido. Adam o considera um mal caráter em quem não se deve confiar. Faye tinha um caso com ele. Cassie, Diana e Melissa ficam sem saber o que achar. Pela ordem mágica, Jake deve substituir o irmão no círculo. Coisa que Adam não aceita, mas por insistência de Cassie, ele acaba cedendo. E, vejam só, Adam tinha razão, porque Jake é um agente duplo. Ele trabalha para os caçadores de bruxas que estão de volta para exterminar o círculo. 

Até o episódio 7, ninguém, nem a própria Cassie sabia que conseguia fazer alguma coisa sobrenatural sem ajuda de outro membro do circulo, mas a gente descobre que sim. Ela consegue. Porque? Magia negra.

Um vendedor chamado Calvin tenta alertar Cassie sobre os perigos que a magia negra pode oferecer, mas ele acaba sendo morto por Jake. O que ele não sabia era que Calvin tinha deixado a árvore genealógica da família paterna de Cassie com ela.

Depois de saber do que Cassie é capaz de fazer (tipo matar alguém só com o pensamento) Jake fica um tanto assustado, e um pouco apaixonado por ela. O que deixa Faye irada. Mas Cassie tinha muitas habilidades úteis. Tais como ajudar a descobrir que o avô de Faye estava, na verdade, morto quando eles foram procurar a avó de Cassie. Até o episódio 14, mais ou menos, Cassie fica nessa busca incessante pelas origens dela. Sem poder contar com a ajuda da avó que estava doente, graças a Dawn e Charles.

Outra coisa que exigiu os poderes extras de Cassie foi descobrir o que realmente havia acontecido no dia do incêndio fatídico que havia matado os pais dos integrantes do círculo. Isso foi possível porque Jake esteve lá no dia. Então Cassie descobre que há uma pista no local. Um medalhão que havia pertencido ao seu pai: Jonh Blakwell. Este que é, no mínimo, um personagem bem interessante.

Paralelo à tantas descobertas na vida de Cassie, Faye tenta pegar os poderes individuais de volta. Para isso ela procura um cara especialista em Voodo. Mas ele acaba sendo só um tapa buraco enquanto as coisas interessantes param de acontecer. Além da disputa pelo coração de Cassie entre Jake e Adam, o pai dela tenta ganhar a confiança da filha, mas o tiro acaba saindo um pouco errado. 

Jake ainda tem um relacionamento como os antigos caçadores de bruxa, que agora estão mais fortes, e promete a cabeça de Blackwell espetado em uma estaca. 

Bem.

O pai de Cassie convence o círculo de que eles não são fortes o suficiente para combater os caçadores de bruxas. Para conseguir poder eles teriam de conseguir juntar os cristais das seis famílias bruxas de Chance Harbor e construir uma caveira de cristal. Ela sim seria a garantia de vitória dos bruxos sobre os não bruxos. YEI! :D

Ainda não.

Sabe aquele medalhão? Certo. Ele estava cheio do poder de outros clãs de bruxos. Poder que foi retirado por John Blackwell quando matou todos eles. Outra coisa é que ele, mesmo negando, conseguia sim fazer magia. Pouca, mas ainda assim. Suficiente para fazer Cassie e Adam desistirem do amor pra "salvar" a vida de Jake (que na verdade não corria risco algum). 

Outro boato, verdadeiro, que surge é que Cassie não é a única Blackwell no círculo. Isso causa uma revolução, porque de certa forma significa que uma das mães andou pulando a cerca. Faye, neurótica e tal, acaba achando que a flecha foi disparada nela. Só que não.

O avô de Jake, que parece meio gagá, mas não é, tenta convencer os jovens que o pai de Cassie está tentando formar um círculo só com sangue Blackwell. O que pode parecer impossível a primeira vista, mas é a pura verdade. Jonh não passa de um procriador ganancioso. Os jovens ouvem, mas só Cassie dá verdadeira atenção ao que o velho fala. Então eles seguem para a busca do cristal da família de Jake, que está super escondido dentro de uma mina de carvão antiga. No fim de tudo, depois de ter encontrado o cristal e tudo, Cassie e Diana acabam descobrindo que são irmãs. Duas conclusões: elas formam uma bela dupla e a teoria do avô de Jake pode estar mais do que certa.

O final é intenso, emocionante e tudo o mais. 

...

Depois do resumão do que acontece nos 22 episódios da primeira e única temporada, minhas considerações.

The Secret Circle é/era uma série ótima. O problema é que, como se trata de uma adaptação, não existem mais livros do que os que já foram adaptados. Mesmo que essa não seja uma desculpa 100% aceitável. É pra isso que existem redatores,  não é mesmo? Mas a gente tem de viver com isso. É a vida. 

Uma das coisas que dá pra perceber de cara é que existem os momentos apropriados para cada coisa dentro do episódio. A hora da magia, a hora de uma grande descoberta de Cassie, a hora do beijo e olhares ternos...

Outra coisa que foi nítida pra qualquer um que tivesse olhos foi o desenvolvimento dos cortes de cabelo de alguns. E uma coisa simpples como o corte de cabelo pode melhorar muito a aparência destes. Como o de Diana por exemplo. O de Charles, o de Dawn e o de Melissa. 

Acho que exagerei um pouco, mas é porque é super bom. Minha recomendação é de que vejam a série. Vale muito a pena. recomendadíssimo!



sábado, 2 de junho de 2012

Snow White and The Huntsman (Branca de Neve) - 2012

Eu saí de casa pra ver esse filme legendado. Acabo vendo dublado numa sala cheia de gente mal educada que não sabe que lugar de gente barulhenta em dia de estréia é a sessão legendada. A que eu devia estar. Porque eu ia gritar muito quando o lindo Chris Hemsworth aparecesse de caçador. Mas aí eu tive de me conformar e comer a pipoca o mais devagar possível pra ouvir o que eles estavam falando.

SWATH (Snow White and The Huntsman) é uma adaptação do conto de fadas Branca de Neve. Foi dirigido por Rupert Sanders e escrito por Evan Daugherty. No decorrer do filme dá pra perceber as coisas que mudaram e as que permaneceram (ainda que o número de coisas modificadas tenha sido extremamente superior) e que a Branca de Neve, nesse filme, teve um papel de coadjuvante quando comparada aos verdadeiros coadjuvantes da história. Mas é uma adaptação e, como o nome já diz,  ninguém deve esperar a história clássica da Disney nas telonas.

Como quase sempre acontece, tudo começa com um desejo/ação de uma mulher bondosa. A mulher bondosa, nesse caso a Rainha mãe de Branca de Neve, furou o dedo numa rosa e desejou que, se um dia tivesse uma filha, queria que ela tivesse os lábios vermelhos como sangue, pele branca como a neve, cabelos negros como as asas de um corvo (normalmente é negras como a noite, mas tudo bem é uma adaptação) e que ela fosse tão forte como aquela rosa em que ela havia se furado. Essa menina nasce. Branca de Neve, como já era de se imaginar. Ok. Primeira parte.

Era de se esperar que ela ficasse orfã. Ela fica. Ela e o pai ficam de luto por um tempo até que um exército se aproxima e leva o pai de Branca para o campo de batalha. Depois de "ganhar", o exercito vencedor encontra uma prisioneira. Ravenna. E adivinha quem ela é? A Rainha Má! O pai de Branca como bom rei que é oferece abrigo em seu castelo para Ravenna. Mas ela é tão estupidamente linda que ele casa com ela um dia depois. UM DIA DEPOIS! Depois, ele morre. Na verdade, Ravenna mata o pai de Branca e suga sua beleza. A rainha invade o reino e prende Branca, que deveria ter uns dez anos. 

A rainha. A coisa mais perfeita do filme todo. Créditos à Charlize Theron que interpretou divinamente a Rainha Má. Desde sempre todo mundo sabe que ela tem essa obsessão por beleza, de juventude eterna e etc. Mas nesse filme é mais que obsessão. É uma necessidade que ela tem de se sentir jovem e linda sempre. Sem ter uma ruga no rosto perfeito. Além de Rainha, Ravenna é uma "bruxa-transformista" que consegue tirar a juventude e beleza de quem quiser, a torto e direito. Ela é quem carrega o filme nas costas deixando a Branca de Neve interessante e digna de respeito por ser justamente o oposto total de si mesma. A Rainha Má é a personagem principal da adaptação e ponto.

O espelho cego, à quem a rainha pede pra dizer se ela é mais linda ou não, avisa que existe uma pessoa que pode tomar o lugar dela como mais linda de todas. E esse alguém é prisioneira dela e filha do finado rei. Branca de Neve. Aí vem a tarefa difícil de levar uma menina franzina de uma cela até o salão. O irmão da rainha falha. Como assim um homem forte e bem alimentado deixa um prego vencer? Pelo amor do Pai! Só em ficção mesmo. (Aqui vale uma observação: Ravenna era uma mulher liinda. O irmão era totalmente o contrário. Totalmente. E ele ainda tenta seduzir a inocente Branca de Neve.)

Branca de Neve foge. Sai pelo esgoto do reino e cai no mar (nem nos contos de fadas eles tinham saneamento.) E, convenientemente, tem um cavalo misterioso esperando por ela quando sai do mar. Ela vai parar na Floresta Proibida e aí começa uma coisa que eu reparei. Existem cenas em SWATH que remetem a outros filmes. Em Lua Nova, quando Edward decide que representa um perigo para Bella, a protagonista cai em posição fetal no meio da floresta esperando não sei o que. Bem, Branca de Neve cai deitada igual a Bella. Assim como o nome Floresta Proibida pra mim remete a Harry Potter. Outra coisa foi um veado branco (uma espécie de Aslan + o patrono de James/Harry Potter) que aparece só por aparecer.

A rainha fica puta quando descobre que o irmão Quasímodo dela deixou a menina fugir. Aí chama alguém que não tem medo da floresta. O meu, o seu, o nosso Chrisinho. O caçador é um bêbado. Pra afogar as mágoas ele bebe até não ter mais dinheiro pra pagar e acaba resolvendo tudo na porrada. A rainha o convoca e exige que ele vá atrás da menina. Em troca ela traria de volta a finada esposa dele, razão de ele ser um beberrão. Ele vai, encontra Branca de Neve, mas não assassina a garota. Ele promete levá-la até o forte do Conde amigo do pai dela. (Aqui, outra observação: sabe o Príncipe Encantado? Pois é. Nesse filme o nome dele é William, e ele nem é o amor verdadeiro.)
 O caçador ficou aquela coisa máscula que deveria ser. Eu prefiro o Chris loiro, como em Thor, oque não significa que eu não gostei. Ele tem, realmente, uma habilidade nata com martelos, machados e mjolnir. Ele leva a Branca de Neve com ele até onde dá, porque os dois começam a se envolver. Romanticamente. Mas ele volta, e os dois encontram o reino.

Do meio pro final, pra quem já leu Mockingjay, o terceiro livro da trilogia de Jogos Vorazes, vai, provavelmente, perceber que SWATH utiliza da mesma linha de roteiro. Eles tem um símbolo e vão lutar por ele na guerra. O que deixa o final bem previsível. Branca consegue o reino de volta.

A cena da batalha foi muito bem feita. Efeitos muito bons (aparece uns estranhos e fadas que mais parecem saídas de O Senhor dos Anéis). Mas, os melhores efeitos foram usados na Rainha. Uma vez ela estava de corvo, outra vez empapada em uma máscara de leite, quando ela morreu, quando ela envelhecia... São tantas as transformações que até confunde. Outra coincidência: em Harry Potter, a profecia descoberta em A ordem da Fênix dizia que um só pode sobreviver se eles tentarem se matar mutuamente. É o que acontece em SWATH. Só Branca pode matar Ravenna e vice-e-versa.  

SWATH quer mostrar que beleza não é tudo. E que a busca pela juventude pode enlouquecer (em casos extremos, matar). Eu gostei, apesar dos contratempos. E fiquei até os créditos (fui a ultima a sair da sala) ouvindo Breath Of Life, da minha querida Florence and The Machine. Vale muito a pena ouvir.
Beijos e até o próximo filme. ^-^



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Circumstance (2011). Sem comentários.

O filme dirigido por uma Américo-Iraniana trata da história de duas amigas que se tornam amantes com o passar do tempo, de como elas lidam com todo o preconceito e religião imperantes no Irã e como ter um irmão F.D.P. é uma droga. Foi rodado no Irã, mas nem todos por lá ficaram satisfeitos com a imagem que o filme passa do país. Por mais que tenha tentado divinamente, a população tem direito de reclamar do que não gosta nos filmes que os representam (bem parecido com o Brasil nesse aspecto.).

"Let no love fall victim of circumstance." "Não deixe o amor ser vítima de circunstâncias." É a frase que define o filme. Atafeh e Shireen são amigas de escola. Não é mostrado quantos anos elas tem, mas por ainda estarem no que parece o ensino médio, diga-se que tem 17. As duas são inseparáveis. Logo no começo é possível se apaixonar pelas duas. Pela amizade das duas. Pela cumplicidade das duas. Enfim, pelo amor. Elas vão à festas particulares, entram em carros de estranhos, excitam caras que elas não conhecem só por diversão, mas não se sentem muito bem ficando com homens. 

O irmão de Atafeh retorna de algum lugar (não fica claro). A única coisa que se sabe é que ele era/é viciado em drogas pesadas e quase abandonou a família por causa disso. Ele retorna diferente do que era antes. Mais religioso, intolerante e um pouco biruta das ideias. Ele que é o  grande F.D.P. da história toda. No fim do filme eu queria ter visto ele morto. Mas ele não morre. :(

Então o pai de Atafeh, que é tipo um dos mandantes da revolução que tomou conta do país um tempo atrás quando ele era jovem, encomenda uma viagem à praia. Lá eles se divertem e tal. E acontece, o que parece ser, a primeira vez de Atafeh e Shireen. Shireen tá lá chorando pela mãe que está doente (provavelmente pelas torturas que sofreu depois do novo regime) e Atafeh vai consola-la. Então Shireen se declara pra ela e elas dormem na mesma cama. Assistam pra ver o resto. 

Aí elas começam essa coisa de lésbicas-super-rebeldes-contra-o-sistema, mas não publicamente. Mas o irmão de Atafeh fica com uma pulga atrás da orelha sobre a relação das duas. Ele cria uma artimanha pra pegar qualquer coisa que pudesse ser escondida dentro da casa. Bem, o objetivo era destruir o relacionamento das duas e ele consegue. 

No começo do filme a gente ouve um diálogo entre as amigas. A transcrição é:
"-Se pudesse estar em qualquer lugar do mundo, onde estaria?
-Em qualquer lugar do mundo?
-Sim, em qualquer um.
-Um lugar onde você pudesse cantar e eu seria sua empresária."
Elas sonham em fugir para um lugar onde não tenham de esconder de nada. Onde possam ser o que são e só isso. É triste quando elas desistem desse sonho. Enquanto uma segue, a outra fica pra trás por escolha. Quando isso acontece é de quebrar o coração.

O filme é agradável. A fotografia é linda. Tudo muito lindo. Claro  que deve ter algum exagero aqui e acolá, mas é difícil achar um que não tenha. Fica a dica.
Um P.Szinho básico: as atrizes que fizeram Atafeh e Shireen são muito lindas. Muito, muito, muito lindas. E quem disser o contrário é míope! Os nomes delas são Sarah Kazemy (esquerda, Shireen) e Nikohl Boosheri (direita, Atafeh).

Dá uma olhada no trailer:

terça-feira, 3 de abril de 2012

Being Human US - 1ª Temporada


Being Human é, originalmente, uma série do Reino Unido (UK) lançada para o mundo em 2008. Não vi a série inglesa, um episódio só, não dá pra ter uma impressão clara do trabalho dos atores e da produção em geral. Comecei por Being Human US porque não tinha gostado muito do ator inglês que faz George Sands (Russel Tovey), ainda que ele permaneça na série. A versão US foi lançada em 2011 pela Syfy e Space(Canadá).
Nos Estados Unidos os nomes dos personagens mudaram. A história da série é contar a vida de 3 coisas sobrenaturais que vivem no nosso mundo. O desafio é viver como humanos, sem dar na vista. Aidan McCollin (Samuel Witwer) é um vampiro que renega sua origem, causando alvoroço na comunidade vampiresca. Josh Radcliff(Sam Huntington) um lobisomem, amigo de Aidan, que tenta se adaptar à vida de lobo ao mesmo tempo que tenta desenvolver sua vida “humana”. Sally Andrews (Meaghan Rath) uma fantasma que procura a porta de saída do mundo humano para o espiritual, sem sucesso, enquanto descobre que foi assassinada pelo noivo. 

A primeira temporada é composta por 13 episódios, cada um com um nome adaptado de uma música ou expressão americana. O episódio 01x12 – You’re The One That I Haunt, parafraseando You’re The One That I Want, música do musical Grease, nos tempos da Brilhantina é um exemplo disso.
Nesta temporada é exposta a situação em que se encontram, primeiramente, Aindan e Josh. Sabe-se que os dois trabalham em um hospital de Boston. Aidan é enfermeiro. Josh cuida da limpeza. Ambos estão com uma ideia de começar a morar juntos para ajudarem mutuamente quando estiverem com problemas. Josh com a lua nova, Aidan com sangue humano. Eles conseguem uma casa que fora o lar de um casal de noivos. Negociam a compra da casa com um cara chamado Danny, o noivo. Por infortúnio, Danny perdera a noiva num acidente naquela casa. Pessoas que tentaram comprar a casa antes foram embora com a suspeita de atividades paranormais na construção. Tudo causado por Sally, a noiva. Sally é um fantasma que assombra, involuntariamente, a casa. Josh e Aidan, por serem paranormais também, conseguem ver e ouvir Sally, o que de certo modo alegra a jovem e solitária fantasma.
Ao decorrer do enredo vemos a agonia que Josh passa um dia de cada mês. A dura realidade de Aidan de estar sempre cercado por pessoas sangrando e não poder tirar uma casquinha. A angústia de Sally ao tentar encontrar a sua porta.
Ao mesmo tempo, acontece que, o “chefe” dos vampiros e criador de Aidan, Bishop, anda tentando formar um exército de vampiros; Josh encontra o seu criador e tenta um romance com uma enfermeira do hospital, Nora, e Sally descobre que Danny é um tremendo mentiroso.
Não sei se Being Human vai virar tendência. O que eu posso dizer é que não é ruim. A trama é bem construída pelos três protagonistas. Cada episódio começa com um discurso sobre o que é ser mostro e o que nos diferencia deles. Só espero que não cancelem. A britânica está em sua 4ª temporada, o que significa, de certa forma sucesso. Tem tudo pra permanecer por um bom tempo na televisão.
Uma boa sugestão de série para passar o tempo. 







sábado, 24 de março de 2012

Jogos Vorazes - Hunger Games

Eu assisti o primeiro filme da trilogia Jogos Vorazes na estréia por acaso. Não sou fã da franquia nem nada do tipo. Fui por curiosidade e, felizmente, não me arrependi de ter ido. Contém spoilers.
Hunger Games (Jogos Vorazes em português) é uma competição que acontece todos os anos no país que antes era a América do Norte. Imaginem o Canadá e os Estados Unidos como um país só. O nome desse "novo" país é Panem. Existem 12 distritos e uma capital. Todos os anos, um menino e uma menina de cada distrito são sorteados para participar dos Jogos Vorazes como tributos à capital. O jogo é um reality show onde esses 24 jovens , de 12 à 18 anos, tem que enfrentar-se até a morte. No fim só um deve sobrar. E esse é o sortudo ganhador.
A história é narrada por Katniss Everdreen. Ela mora no distrito 12 com a mãe e a irmã. O pai dela morreu em um acidente que aconteceu nas minas de carvão do distrito 12. Antes de morrer, o pai dela ensinou-a como usar o arco e flecha, mesmo que nos distritos seja proibido o uso de armas. E Katniss é muito boa no arco e flecha. Ela é uma caçadora, e traz, sempre que consegue, carne para a alimentação da família. Mas, como dito antes, de cada distrito saem um menino e uma menina. O “Dia da colheita” é o começo da jornada de Katniss dentro dos Jogos Vorazes.
Por sorte, ou falta de sorte, a irmã menor de Katniss é escolhida logo na primeira vez que participa do dia da colheita. Mas ela só tem 12 anos e é frágil, o oposto de Katniss. Por um instinto fraternal, maternal e tudo mais, nossa Katniss se oferece como tributo no lugar da irmã. O garoto escolhido é Peeta, um conhecido de Katniss. Eles dois vão para a capital se preparar para os jogos. Logo se tornam favoritos porque surge a ideia que Peeta tem uma paixão secreta por Katniss. E todo mundo gosta de ver romance em um reality, não é?
Eles abraçam essa ideia de se portar como um casal. Antes de se encontrarem existem verdadeiros massacres. As primeiras mortes acontecem com menos de 20 minutos de jogo. Os mais fortes, distrito 1 e 2, se unem numa aliança contra Katniss. Mas, como esperado, eles não têm muita vantagem.
A trilha sonora original do filme é muito bonita. Destaque para Safe and Sound, parceria de Taylor Swift com The Civil Wars. É, em sua maioria, indie e country, mas existem exceções.
Hunger Games tem ação, romance (só um pouquinho, mas tem), aventura. Tem cenas fortes, muita morte. Crianças matando crianças sem piedade. E se apresenta como uma crítica à sociedade atual como George  Orwell fez no livro 1984. É atual situado no futuro. Como um alerta.
Eu, em 2008, vi na escola uma menina com o primeiro livro da trilogia e fiquei curiosa, mas deixei passar e não procurei comprar o livro. Mas agora, parece inevitável que eu não leia, ou deixe passar de novo. Jogos Vorazes é uma saga muito capaz de ter sucesso próprio, como é comprovado. Sem a necessidade de comparação, por mais que seja, às vezes, inevitável. As salas estavam lotadas, com fãs e não fãs curiosos (como eu). Com certeza, a trilogia ganhou uma admiradora em mim.
Outra coisa: Que as chances estejam sempre ao seu favor. (:


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